A morte como ela é…

A dor da morte é um sentimento impar. Quando repentina deixa-nos atordoados, até que voltemos ao normal ainda buscando o rumo a ser tomado. Das Incertezas da vida a morte é uma certeza liquida e certa.

Se formos nós que partimos, sofremos do outro lado pelo sofrimento daqueles que aqui deixamos. Para os que ficaram, quem sabe, seremos eternizados pelos bons momentos que proporcionamos ou talvez por situações, ainda que involuntárias, mas lamentáveis também, tenhamos deixado como legado a imagem arranhada.

Quando não é súbita leva-nos a sofrer ainda mais com aqueles que amamos. As dores do corpo físico parecem até ser repartidas. De um fim indesejado, muitos até rezam para que a morte venha logo para que o sofrimento acabe. Aquilo que as vezes não se deseja acaba por ser uma benção. Depois da passagem virão as saudades.

O melhor remédio deste tratamento será o tempo. Devagar o tempo vai ajustando e fazendo-nos compreender que se tivemos o privilégio de nascer, devemos assimilar com muita resignação que a morte, embora seja um desfecho fatal, dentro do possível devemos aceita-la, como ela é.

Colaboração: Geraldo Bonato