Cremação: Aumenta procura e a importância para o meio ambiente

De acordo com uma estatística do Sindicato dos Cemitérios  e Crematórios Particulares  realizada  no início de 2014 o número de crematórios mais que dobrou nos últimos cinco anos. Apesar de não ter como associados todas as empresas brasileiras do gênero  estima que hoje tenha mais de 70 empresas do ramo no Brasil. Isso comprova que esta atividade vem recebendo mais aceitação.

Um dos fatores do aumento pela procura  são os valores,  hoje uma cremação chega a custar a partir de R$ 2.800 enquanto  alguns jazigos dependendo do local  variam de preços de R$ 15 mil  até  R$  450 mil – que é o caso do cemitério São João Batista que fica no bairro tradicional do  Botafogo, no Rio de Janeiro  onde estão sepultadas pessoas famosas e ilustres. Valores que se for  para comparar são semelhantes a valores de  imóveis.
Outro fator que está aumentando o número das cremações no país é  por meio dos serviços  de planos funerários  que inclui a opção pelo sepultamento em cemitérios tradicionais ou ser cremado com um valor mensal entre R$ 29,90 e R$ 35 que também  pode ser incluído a família.

Meio ambiente

A cremação é comprovadamente o sistema de “sepultamento” ou “destino” dos restos mortais que gera  menor impacto ambiental,  pois não produz necrochorume gerando como resíduos apenas as cinzas. No entanto, a cremação seria uma solução para o “problema” de superlotações  em cemitérios tradicionais.

E quando se questiona, e o gás carbônico emitido durante o processo da cremação não prejudica o meio ambiente? Não, pois a atividade é queima de combustível, e essa queima  gera calor e o gás carbônico em forma de dióxido de carbono emitido durante a cremação, deve ter sua quantidade reduzida por filtros instalados na chaminé do forno e controlada/medida por aparelhos de medição confiáveis. Isto garante  que o processo está dentro dos padrões ambientais.

Portanto, o processo de cremação é considerado 100%   ecológico, pois a redução na geração de resíduos é sem dúvida o maior benefício da cremação em relação aos outros sistemas, sem contar que além do resíduo líquido, necrochorume gerado na decomposição dos corpos, há ainda os resíduos sólidos gerados na fase de exumação e que recebem  destino adequado.

Outro impacto ambiental que pode ser reduzido é o problema do tráfego no trânsito durante o cortejo. A cremação é uma atividade que não precisa do mesmo tempo que o sepultamento tradicional,  pode  agendar o dia e a hora para o  procedimento,  pois o corpo pode ficar em câmara frigorífica. O horário das homenagens finais é mais flexível não provocando a tradicional fila do cortejo.

Cremação em estudo

Outra forma de cremação já está em estudo que é a cremação em baixa temperatura: sistema substitui a queima do combustível e o calor por uma substância alcalina altamente corrosiva, que literalmente dilui o corpo. Neste sistema só precisa conhecer melhor os resultados do uso desta substância para colocar em prática nos crematórios.

Não existe um órgão ambiental que apoie este ou aquele método para sepultamento ou cremação, portanto a cremação é vista melhor  exatamente pela questão de ser um processo de eliminação dos restos mortais mais rápido e uma atividade onde seu controle e monitoração é mais visível.

Colaboração: José  Mauricio Doré
Engenheiro Civil formado pela UEM – Universidade Estadual de Maringá. Pós-Graduação em Engenharia Sanitária e Ambiental pela PUC de Belo Horizonte – MG. Especialização em Auditoria e Perícia Ambiental pelo Instituto Matinus de Curitiba – PR