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Guerra de preços, uma estratégia fatal para as empresas

Guerra

A variação de preço da concorrência gera uma resposta quase automática do empresário.  Se o preço dos produtos do concorrente sobe e desce, parece intuitivo, como um instinto, que o empresário abaixe e aumente o seu preço também. É um reflexo para se igualar ao mercado, mas pode não ser a melhor opção. No momento de se estabelecer preços para produtos ou serviços é importante perceber que nesse todo estão envolvidos o futuro potencial de receitas de uma organização, bem como a aceitação desses produtos e serviços por parte dos consumidores, e essas duas variáveis certamente definem o sucesso do negócio.

Adotar estratégias de maneira que se estabeleça uma disputa onde vence o menor preço é altamente prejudicial para todos os setores. Para complementar, pense no seguinte: nem sempre o Menor preço é o Melhor preço. É importante ter cuidado para não cair nessa armadilha evitando tais ações que podem significar perdas tanto para os “derrotados” quanto para os supostos “ganhadores”. Uma vez que preços são fáceis de se modificar, basta a concorrência sondar as ações de seu principal rival para o preço ser copiado. Ocorrendo isso naturalmente vai ocorrer a movimentação para revidar o novo preço estabelecido pelo concorrente e assim sucessivamente criando um círculo vicioso e por consequência ocorre a queda contínua destes preços que certamente vai caminhar para prejuízos.

Agregue valor a seus produtos
Se você quiser sair imune a uma guerra de preços com a concorrência, mantenha seu foco não em abaixar os preços, mas na diferenciação de seus produtos. Em outras palavras, agregue valor a seus produtos e serviços e seus clientes nem irão notar as placas ao lado com itens mais baratos. Esta estratégia funciona para qualquer empreendimento, mas principalmente, para prestadores de serviço. Um bom exemplo são os salões de beleza.

Você pode ver um salão de beleza com o serviço de corte 100% mais barato que o seu, mas se não for tão bom quanto o seu salão preferido dificilmente você vai, pois o serviço e qualidade de atendimento contam bastante. Por isso, invista em atendimento ao clientes, em bons produtos de marca com qualidade, serviço de informação eficiente e vai passar imune a qualquer guerra de preços.

Não entre no jogo da guerra de mercado
Existe uma causa da baixa de preços bem comum e esta tática existe há anos: quebrar a concorrência. Talvez seu concorrente esteja querendo prejudicar o seu negócio e para isso, vai baixar os preços ao limite, esperando você baixar mais, lucrar menos e quando sua empresa fechar as portas, ele vai aumentar bastante.

Essa tática é comum com grandes fabricantes. Ao surgir uma marca nova no mercado, uma fabricante baixa ao limite seus preços e, com a marca já consolidada, conta com a preferência do público e espera a nova marca falir. Com seu fechamento, ela simplesmente volta dobrando o valor, já que está sem concorrentes, para recuperar o tempo perdido. Não entre no jogo, observe e se mantenha firme na cadeira. O negócio rival não vai poder segurar o preço baixo por tanto tempo e deve se igualar em breve ao seu ou até ficar superior para recuperar o tempo perdido.

Concorrência Saudável
O ideal, e também o que se espera das empresas é que elas pratiquem uma concorrência saudável oferecendo aos seus clientes valor ao invés de preço, com ações que resultem em produtos ou serviços de qualidade percebida a um preço justo; quando isso ocorre, a concorrência também deve se movimentar de forma a não olhar somente para o preço. Vai buscar ações que se diferenciem dessas já aplicadas apresentando soluções diferenciadas, inovadoras, que certamente irão refletir na satisfação do consumidor.

Nesse modelo todo mundo ganha, a empresa melhora seu prestígio, sua marca, seus produtos e lucra oferecendo soluções aos consumidores, e o consumidor por sua vez goza de produtos e serviços adequados ao seu padrão exigido, e certamente pagará o preço, nesse caso preço que é tão somente a quantia monetária para se efetuar uma troca, porque o valor da qualidade e da satisfação, a maioria dos consumidores já sabe: não têm preço que paga.

Colaboração: Marco Viola (marco@modial.com.br)

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