Manejo de cadáveres vítimas do Coronavírus

BRASÍLIA – A velocidade de propagação do novo coronavírus no Brasil surpreendeu o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira. Ele já prevê muitas mortes e disse que a pasta está preparando instruções para o manejo seguro de cadáveres.

Wanderson de Oliveira, durante entrevista Foto: Agência Brasil

Segundo o último boletim do Ministério da Saúde, com informações atualizadas às 15h50 desta segunda-feira (16/03), há 234 casos confirmados no Brasil. Os dados podem estar defasados em relação às informações das secretarias de Saúde locais.

“Esperaria 200 (casos) daqui a uma semana, não agora” disse Wanderson, que completou em seguida: “Outras medidas serão necessárias futuramente. Nós precisamos fazer uma guia e uma instrução, por exemplo, para manejo seguro de cadáveres. Vai chegar um momento em que teremos muitos óbitos. Então estamos nos preparando para todas essas atividades”.

Fechamento de fronteiras

Wanderson também disse ser contra medidas para restringir voos. Segundo ele, tentar impor “barreiras sanitárias” assim não é eficaz. Já o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, disse que não pensa em fechar as fronteiras.

Na sexta-feira passada, ministros que participaram de reunião para tratar de ações de enfrentamento ao novo coronavírus defenderam a possibilidade de fechar a fronteira do Brasil com a Venezuela para conter o avanço da doença na região. A decisão final não foi tomada até o momento e depende do aval do presidente Jair Bolsonaro, que não participou do encontro, realizado no Palácio do Planalto.

Nesta segunda, Gabbardo disse que não participou da reunião nem conversou com o ministro Luiz Henrique Mandetta sobre isso. “Não estamos pensando em fechar fronteiras, pelo contrário, vamos agora resolver o problema do navio que está lá em Recife (em que há casos de coronavírus). Temos dentro do navio dois uruguaios e dois argentinos e mais dois acho que argentinos que são tribulantes, em torno de seis sul-americanos. E nós vamos receber esses sul-americanos, vamos acompanhar seu isolamento em Recife antes de poder encaminhá-los a seus países de origem” disse Gabbardo.

Fonte: globo.com

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