Setor funerário brasileiro não será igual Itália

O Brasil não passará pelo mesmo problema da Itália de sobrecarga de seu setor funerário. Esta é a avaliação do presidente da Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif), Lourival Panhozzi.

“Meu setor só para em duas situações: se meu pessoal for contaminado ou se forem cortadas nossas vias de suprimentos. Se as fábricas de materiais não fecharem, vamos funcionar completamente. Se esses dois fatores estiverem garantidos, não acontece no Brasil o que aconteceu na Itália em hipótese nenhuma”, afirmou à coluna.

Na Itália, o exercito precisou dar suporte às funerárias.

Ele afirma que o setor brasileiro é mais preparado do que o do país europeu e que os fabricantes de caixões “têm um estoque para 60 dias”. Alerta, no entanto, que algumas fábricas funerárias já reclamam do aumento do preço de insumos para urnas.

Panhozzi minimiza o impacto que um eventual pico de mortes causadas pela Covid-19 possa ter até junho, como espera o Ministério da Saúde. Segundo ele, os meses que vão até agosto costumam registrar um número maior de mortes, devido ao inverno e, por isso, as fábricas já estão preparadas para elevações.

“Tenho esperança de que não vamos chegar nesses números calamitosos dos matemáticos. Mas, mesmo se fizermos o dobro de funerais no Brasil, salvo casos excepcionais, a maior parte dos municípios no Brasil vai conseguir atender”, afirmou.

Sua atenção está mais voltada para as metrópoles, já que qualquer aumento representa muito em números absolutos. “Uma situação delicada são as metrópoles. Em São Paulo, por exemplo, se o número de mortes pular rapidamente de 250 para 500, já é uma situação que merece atenção”.

O presidente da associação afirma que o setor já tem tomado medidas extras para evitar qualquer colapso. A maior parte das empresas já adotou tempo reduzido para os funcionários e o protocolo é que os velórios tenham duração de até quatro horas, com até dez pessoas.

Fonte: epoca.globo.com

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